Onde estamos errando?

Como diz a Angélica: “Vou de táxi”!
ô, Brasil…

Onde estamos errando?
Por Wenderson Cruz
Em 07/03/17

Esses dias estava lendo a reportagem que retratava a fatalidade psicológica que acometeu dois jovens amigos.
A que ponto pode chegar um ser por conta de seus preconceitos?
De acordo com o jornal O Dia, no Rio de Janeiro, a cerca de uma semana atrás,dois jovens foram agredidos por um motorista da Wber, após o mesmo não concordar com o valor de uma corrida. entre os bairros da Lagoa, na Zona Sul, e Tijuca, na Zona Norte, dado pelo aplicativo.
O jovem, chegou a postar em suas redes sociais as imagens das agressões que ele e sua amiga sofreram.
Segundo o jovem, o motorista, identificado como Felipe, travou as portas do carro e informou que os levaria de volta ao local de origem da corrida caso não pagassem o valor que ele queria, R$ 45.
De acordo com o aplicativo da Uber, o preço a pagar era R$ 7,00.
“Certamente por descontos de cobranças indevidas anteriormente”, de acordo com o jovem.
“Ao dizer a ele que pagaríamos o que estava sendo cobrado e que posteriormente a Uber pagaria qualquer parte se houvesse algum erro, ele trancou as portas e disse que levaria a gente até a Lagoa de volta ou outro lugar e teríamos que nos virar pra ir embora.
Acelerou com o carro e com medo, destrancamos as portas de trás e saímos”.
Felipe parou o carro e saiu, gritando que batemos a porta muito forte”, relatou ele.
Nesse momento, a amiga pegou o celular para registrar a placa do carro e o rosto de Felipe.
Ele partiu pra cima dela, deu um soco em sua mão e jogou o celular em uma poça.
Segundo o amigo, ao reclamar, indignado, que o homem não poderia bater em uma mulher e que iriam à delegacia, foi agredido e vítima de homofobia.
“Ele veio para cima de mim e me deu seis socos na cara e claro, para não perdermos o costume de Brasil, ficou dizendo que eu não ia revidar porque era viado”, contou o agredido.
De acordo com o jovem, a briga só encerrou, quando um motociclista que passava pela região parou o veículo e prestou ajuda aos dois.
“É uma ilusão achar que vai entrar no Uber e estar mais seguro que nos outros transportes”, revelou o jovem.
O agredido ainda contou que no histórico do aplicativo consta como se a corrida tivesse custado R$ 0,75.
Ao contatar a Uber, lhe foi informado que não é possível passar informações do motorista, como placa do carro, por conta da regulação do Marco Civil da Internet, que não permite compartilhamento dos dados.
Segundo a Uber, para ser parceiro é feita uma checagem de antecedentes criminais e o candidato deve ter registro em carteira de EAR (Exerce Atividade Remunerada) pelo Detran.
Vergonha?
O CEO da Uber, Travis Kalanick, foi filmado batendo boca com um motorista do aplicativo.
A discussão sobre as tarifas cobradas pelo serviço foi gravada por uma câmera dentro do veículo.
O motorista alega que a empresa exige cada vez mais dos condutores, ao mesmo tempo, continua diminuindo os valores cobrados pelas corridas.
O empresário no início responde com calmas as críticas argumentando que a redução de preços foi necessária para Uber se manter no mercado vencendo a concorrência.
Em outro momento, ele responde de maneira irritada.
“Algumas pessoas não gostam de assumir responsabilidade pelas próprias merdas”, disse o empresário ao bater a porta do carro para ir embora.
Fugindo de questões burocráticas, visto que temos muitas, atentemo-nos para questões morais.
Sabemos que a correria diária em nossa sociedade está cada vez maior e as pessoas perdem por diversas vezes a cabeça, facilmente.
Aos taxistas, mais uma vitória por contrariedade. Justo? Talvez não.
De uma certa forma, a Wber inovou no ramo. Trouxe maior conforto e liberdade ao cliente.
Recrutando pessoas que querem ter uma renda complementar, conseguem oferecer serviços em maior escala e em menor preço!
Erra mais uma vez a empresa, acredito eu, Quando não exige tantas verificações psicológicas e afins a seus colaboradores.
Querem fornecer serviços mais acessíveis ou construir um monopólio?
o bem estar do cliente está em primeiro lugar?
Antes, não deveria ser a segurança?
Sei, existem casos e casos.
Se torna adepto quem quer…
Afinal, devemos sempre ser conscientes e assumir de maneira responsável os resultados gerados por nossas escolhas e atitudes.
Não me sinto bem? Tenho o direito de sair, mudar…
Nada justifica o ato de descontar em pessoas que não tem absolutamente nada haver.
Quanto a concorrência?
por vezes faz bem! Acredito que nos ajude a crescer e buscar aprimorar sempre mais a qualidade de nossos serviços.
Sem querer desmerecer ninguém, mas é como dizem: Vivem de críticas aqueles que não tem capacidade de fazer a diferença.
Querem provas disso?
Pensem em um taxista que trabalha a tantos anos no ramo.
Este, possui diversos clientes fixos e outros raros que chegam a partir de recomendações e afins.
Porém, sempre está tendo novos clientes por conta de seu carisma e honestidade.
Pronto. Onde é que esse profissional perde mesmo?
Pode ser que, clientes que antes, não utilizavam táxi.
Clientes que antes não o conheciam. Porém, se sua fama for boa na praça, pode ser que este, chegue até tal taxista. E, vai saber se foi contrariado em outro momento, estabilize-se por ali!
E ainda há os que dizem:
Mas antes, eu tinha mais clientes!
E eu os pergunto. Eles voltavam?
A grande maioria ou alguns, por falta de opção, sendo acometidos de esquecimento e lembrança repentina quando entravam no carro e caíam em arrependimento?
A concorrência pode nos tirar. Mas em dado momento o nosso bom caráter acaba por nos devolver o que nos foi tirado.
Porém, quando nos exaltamos, acabamos por perder toda razão.
Mas, ninguém tem tanta paciência assim!
Não tem outra escolha… É tudo ou nada.
E quando perdemos a razão, escolhemos o nada.
Todos chegamos a escolher o nada em alguns momentos de nossas vidas…
Quando acompanhei o iniciar dos serviços da Wber no Brasil, cheguei a pensar:
Justo! Menores tarifas para aqueles que de uma certa forma, não possuem condições de estar arcando com tarifas mais altas de táxis.
Versatilidade e menor burocracia para estar atuando por tal empresa.
Se tratando de nosso país, logo se imaginou que daria problema.
Sei, aqui existe muita gente honesta e que independente de estar buscando próprio bem, dia após dia, ainda consegue pensar em seu próximo.
Porém, também temos em grande massa os que poderíamos chamar de ludibriadores! Desses, caro leitor, nem precisamos comentar, não é?
Nosso povo, gosta de facilidades. Por vezes, tais regalias nem sempre são advindas de meios justos.
Baixos preços, maior disponibilidade, conquistam!
Pensem bem: Nossos problemas estão em um só barco.
Vamos desde a política aos menores serviços que utilizamos diariamente.
Aquele papo chato de nossos responsáveis na adolescência acaba por fazer total sentido mais uma vez.
Quem permitimos estar no comando?
O quanto conhecemos tal índole desses, que permitimos estar?
Para grandes mudanças, bastam pequenas atitudes.
E por vezes, tais mudanças podem ser boas ou ruins.
Seja por atitudes antes pensadas, tendo êxito ou fracasso.
Não pensadas, deixando por conta da sorte.
Sorte?
Será que ela realmente existe?
Perceba: Sempre que contribuímos da maneira certa para que nossas escolhas tenham maior êxito, por mais que tenhamos algum fracasso, a queda é bem menor.
Por que em alguns países a maioria dos serviços dão tão certo e até a corrupção é bem menor?
Cultura que desde antes, foi mantida?
Sabemos que desequilibrados mentais, existem em todos os lugares.
A todo momento, temos alguém acometido por fragilidades que o deixa por um fio.
A sorte fica ao nosso lado nesses casos? Talvez.
Porém, ainda acredito que muitas fatalidades podem ser evitadas com simples atos.
De maneira alguma estou contra a possibilidade de termos a implementação de ideias inovadoras em nossa sociedade. Porém, algo ainda é muito necessário para que tenhamos êxito em muitas delas:
vistas, muitas questões burocráticas e afins, mas também, precisamos de uma certa reforma na sociedade em si.
Esses, procurarem ter melhor atenção para com seus próximos.
Nem sempre conhecemos verdadeiramente aqueles que estão ao nosso redor…
Quais palavras ou atitudes poderiam afetar negativamente tal ser?
Aquela velha história:
A esposa brigou injustamente com o marido, que xingou um motorista no trânsito. Este, deu uma baita de uma bronca desnecessária em seu funcionário,, que saíu irritado, chutou o cachorro que perseguiu e mordeu uma mulher.
Onde começa essa onda diária de ódio?
Não queira que seja por você.
Fragmentos de:
Jornal O Dia.
Acesso em:
Quarta, 1º de março de 2017. 16 e 35.

Autor: Wenderson

Cronista, locutor, universitário, apreciador assumido de R&B, POP e MPB.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *