Resenha. RESPONDA OU MORRA – EM BUSCA DO AMOR E DO ASSASSINO

Autora: Agueda Faon
Editora: ÁGUEDA FAON / AMAZON (independente)
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Sinopse:
Alunos da Universidade de História Foltrany começam a receber misteriosas mensagens em seus celulares, onde lhes é cobrada uma resposta a respeito de assuntos históricos, especialmente sobre a Segunda Guerra Mundial. Do contrário, suas vidas correm perigo.

Alícia Von D’Shyre, uma atraente estudante ruiva de vinte e seis anos de idade, terá sua vida entrelaçada ao mistério envolvendo as perguntas mortais, fazendo-a sair em busca do assassino, e do verdadeiro amor de sua vida.

” -“RESPONDA OU MORRA ­ O que foi o Projeto Manhattan? ­ Você tem três minutos. Contando…”.
Rindo sarcasticamente, Alícia falou:
– Então vocês querem brincar com “Alícia Von D’Shyre”?!
Uma onda de satisfação a invadiu. Poucas coisas lhe afastavam tanto dos seus fantasmas quanto o ato de
buscar e demonstrar conhecimento. Imbuída de astúcia, apoiou o cotovelo do braço direito, cuja mão
segurava o celular, na mão do braço esquerdo, que repousava abaixo de seus seios. Caminhando de um lado
para o outro no espaço entre sua cama e a de Meg, acionou o botão para gravar o áudio, dizendo: “…” “…”

“…” “Satisfeita com sua resposta, Alícia finalizou o áudio e o enviou, exibindo uma suprema satisfação em sua
face. O arquivo foi imediatamente visualizado, causando-lhe um repentino arrepio na espinha dorsal.
Afiou sua mente tentando imaginar a razão desta brincadeira. “Talvez fosse mais sério do que supunha.” ­
pensou. Considerando a possibilidade de não ser apenas uma brincadeira, cogitou “Melissa morreu por causa
disto?”.
Lembrou-se então da rosa que a garota havia pedido para Nicholas guardar. “Quem teria dado a ela?”.
Sentando-se na sua cama, pensou “Isso teria a ver com a suposta brincadeira?”.
De repente seu coração deu um salto ao pensar “E se a rosa estivesse envenenada?!”. Precisava encontrar
Nicholas. Caso sua suspeita confirmasse, ele também estaria em perigo.” “…”

Alícia Von D’Shyre perdeu seu pai muito cedo em um acidente de carro,
no qual ela também acabou por fazer parte.
Porém sobreviveu, herdando uma gorda herança deixada por seu pai,
que era um renomado advogado.

O ano era dois mil e quinze. O mês, Janeiro. Primeiro dia do ano. Alícia acabava de retornar do cemitério
para visitar o túmulo de seu pai. Mesmo estando de cinto de segurança durante o acidente, o que não se
aplicava a seu pai, passou os últimos três dias do mês de dezembro de dois mil e catorze no hospital,
desacordada, e não pôde assistir o enterro dele.
Os médicos surpreenderam-se com seu retorno rápido após o acidente, e com o fato dela ter tido apenas
lesões leves pelo corpo. Diziam “Eis aí uma mulher forte”. “…”

Órfã de mãe e pai, dali pra frente seria somente ela para cuidar e decidir sua vida.

Encostada na porta, com as mãos para trás, assemelhava-se a uma criança assustada diante de algo que
julgava colocar em risco sua segurança. Pela primeira vez a vida lhe causou medo. Não fazia a menor ideia
que “ela” podia ser tão cruel ao esfaquear seus sentimentos assim, tão violentamente.
Por um momento brincou de estar tudo bem. Imaginou que logo seu pai chegaria. Eles abririam um vinho e
conversariam sobre como foi o dia de cada um. Esta ilusão a ajudou deslocar-se da porta até o centro da sala,
onde uma mesinha branca abrigava as fotos da pequena família.
Mas quando olhou para as imagens nas fotos, a brincadeira acabou. O choro sufocado derramou-se como
chuva forte num dia quente.
trovejando gritos de desespero. “…”

Isolando-se na biblioteca que seu pai havia construído para si antes de morrer,
Alícia agora dedicava a maior parte de seu tempo a seus livros de história,
quase sempre afogada em muitas garrafas de vinho.

Contudo, além de embriagar-se de acontecimentos passados através dos livros de história, adquirira um
desejo descomunal de manter sempre seu sangue mergulhado em álcool. O estado desta mistura a fazia levar
tudo menos a sério, o que lhe mantinha em questionável paz.
Foi assim por quase dois anos, até que um dia percebeu que não encontrava o segundo volume de
“Memórias da Segunda Guerra Mundial” de Winston Churchill. Odiava ter que sair de casa. Mesmo assim
não deixara de ir ao supermercado, ou até mesmo em livrarias, para caçar novos exemplares. Vivia dos
rendimentos da vultosa quantia que seu pai aplicara em ações e na poupança.

Alícia ainda não sabia. Porém, aquela falta de tal exemplar, o encontro repentino com sua futura colega de Universidade (Meg), seriam fatos definitivos para que aquele dia fosse o marco para o início de mais uma fase que mudaria por completo a sua vida.

Ainda revoltada com o relato da colega que acabara de descrever a maneira que utilizaria para entrar para tal universidade,
Alícia decidira prestar vestibular mesmo assim.
E com isso, receberia seu resultado de aprovação alguns dias depois.

Em meio a aulas, infindáveis horas de estudos e provas, a maior preocupação dos alunos deveria ser o grande teste que aconteceria em poucos dias.
O qual oferecia uma grande oportunidade para aquele que obtivesse êxito no mesmo.
Garantindo assim, períodos finais livres de preocupações financeiras, com um auto salário.

Se preocupando somente em estudar para o grande teste e manter suas notas em um bom nível, tudo correria bem para Alícia, se não fosse a presença de seu barman favorito (Nicholas).

– Oi, bonitão! Prepara para mim uma Blood Mary, como só você sabe fazer!
O bonitão da vez se tratava de Nicholas, um habilidoso barman, que acabava de preparar com destreza um
Mai Tai (Rum, suco de limão, xarope de amêndoas e licor de laranja). “…”

Com mesclas de seriedade e charme, após entregar sua última obra-prima para uma estudante, Nicholas
respondeu:
– Posso caprichar na pimenta hoje?
Cruzando as pernas, Alícia respondeu:
– Hoje você está no controle. ­ mordendo os lábios, acrescentou:
– Faça o que sua imaginação mandar… “…”

Sem perceber, Alícia estaria completamente envolvida, na história inteira.

Tudo correria muito bem, se não fosse, a rosa.

“Segurando uma rosa vermelha, parecendo estar bastante embriagada, a loira falou:
– Nicholas, você pode guardá-la num copo com água, por favor?!
Outra vez interrompendo a preparação do coquetel, Nicholas pegou a rosa da mão da loira, e disse:
– Deixa comigo”.

“Quando se aproximaram, viram a mesma loira, que há pouco deixara a rosa para que Nicholas guardasse,
caída no chão.
Da boca dela um filete de sangue escorria. Um dos barmen abaixou-se e segurou no pulso da garota,
constatando:
– Está sem pulsação”!

Daí pra frente, além de estudar durante muitas horas para o grande teste, e ainda se preocuparem em se manter vivos, as questões eram:
Quem, e por qual motivo, estaria enviando tais rosas aos alunos?
Por que se utilizar de um fato histórico que em outro tempo, causou tanto sofrimento a humanidade?

Alícia, juntamente com seus colegas, irão atrás de respostas.

Uma obra escrita sob diversos contextos históricos, acaba por nos ensinar e nos fazer entender até mais além dos fatos.

Nos prendendo do início ao fim, por mais que pareça uma história complexa em que estamos sempre atentos em busca do culpado, a história tende a se passar de maneira muito rápida, talvez por conta de todo o suspense e curiosidades contidas no livro.

Procurando despertar uma profunda reflexão no leitor, o livro nos atenta para pontos que naturalmente, não temos atenção em nossos dias de convivência uns com os outros.

Sempre com obras que levam o leitor a pensar cada vez mais em questões referentes ao nosso comportamento em relação a sociedade, os livros atuais e futuros da autora ganharam um espaço todo em especial na minha estante, e na categoria de resenhas e crônicas desse blog.
Afinal, esse também é o nosso objetivo, não é?

Recomendo o livro para todos aqueles que mesmo lendo como lazer, gostam de extrair conhecimento de tal leitura.
Aqueles, que gostam de um pouco de ação, suspense, e um pouquinho que seja, de romance.
Sonhos, traumas, descobertas e muita emoção envolvida!

Acompanho a autora a pouco tempo. Porém, se você chegou a assistir a
minha entrevista com a mesma,
Saberá que Agueda Faon acaba por se envolver em muitas pesquisas antes de finalizar suas obras.

Então, a cada livro, podemos observar o contínuo esforço da autora para nos surpreender. Sempre tendo como base o mundo real, a sociedade. Os quais nos fazem refletir cada vez mais.

Confesso que, mesmo sendo o dito homem dos romances, Agueda Faon conseguiu me surpreender e me convencer a permanecer, do início ao fim.
Como sempre digo, permita-se!

Autor: da redação

Cronista, locutor, universitário, apreciador assumido de R&B, POP e MPB. Respira o romance 24:00. Por isso, embarca em dois romances incompletos, os quais um dia sonha em terminar. Atualmente sustenta uma coluna pública no site Recanto das Letras, e escreve com mais liberdade em seu próprio blog. Já tentou ser músico, se aventurou em meio ao teatro, e ainda arrisca algo no meio humorístico. Adepto a produção publicitária, se descobriu locutor na maior idade, e faz disso um complemento a todo o seu trabalho. Apaixonado pela literatura antiga, mas não abre mão de obras atuais para passar o tempo, por mais que esteja constantemente garimpando por obras inspiradoras, e as encontrando. Admira escritores que se destacam em descrever com perfeição os sentimentos, e faz disso sua inspiração. Gosta de viajar, conhecer novas pessoas, se aventurar em meio a novos assuntos, se inspirar e escrever sobre tudo aquilo que tem oportunidade. Ama a vida, admira sorrisos sinceros, se dedica em ajudar em tudo que esteja ao seu alcance, e luta diariamente por um mundo melhor. Vive com todos e por todos, em uma união de equilíbrio, paz e luz.

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