Romances de época

Em pleno Valentine’s Day, que reflete concomitantemente no mundo inteiro, aproveito para trazer-lhes uma ótima reflexão para os adeptos ou não, quanto aos tão famosos romances de época.

Romances de época
Por Wenderson Cruz
Em 14/02/17

Que maravilha deveriam ser tais romances.
Sem correria, tecnologia e estresse atual.
Sempre que leio e assisto algo sobre, fico pensando nas formas de se relacionar de pouco mais de um século atrás.
Vamos desde a essência. Costumes, preceitos, modos de se relacionar e até a burocracia entra nessa jogada.
Amor limitado, inseguro, difícil, talvez?
Talvez.
A menina que desde pequena, era criada e educada para ser apresentada quando adulta em sociedade.
E claro. Conseguir um bom casamento.
Temos um ponto agravante aqui. Que de uma certa forma, tenho de concordar com as feministas.
Isso tudo era nada mais nada menos que um mercado de mulheres disfarçado!
Provavelmente sim.
A menina sendo preparada desde cedo para tais atividades, com certos modos de agir sempre delimitados por normas já padronizadas pela sociedade.
Nem sempre teria opção de escolha quanto ao homem que seria seu marido, mas não era também tão agravante assim, caso pudesse acontecer uma negociação entre pessoas de mesma classe social.
Mas, só caso houvesse. Coisa que quase nunca acontecia.
Ato quase inaceitável para época.
Aquele famoso ditado: O povo fala, né!
Nosso ponto agravante novamente, são tais aproximações entre pessoas de classes diferentes.
Em casos raros de tentativas de aproximação bem sucedidas ou não, teríamos uma bela aventura pela frente.
Nunca que um plebeu se casaria com uma dama da corte, por exemplo.
– Mas, você se esqueceu das classes inferiores mesmo assim.
Bom, para aquela época, entre eles era quase que uma questão de sorte e mais esforço ainda. Amor sofrido devido as diversas condições difíceis, mas valoráveis!
Em meio a costumes, questões burocráticas e consideráveis limitações da época, resgatamos somente o que ficaria de bom.
Não seria emocionante?
De forma positiva, sem empecilhos.
Avistar e construir um sentimento por tal pessoa, ter a adrenalina das negociações e complicações burocráticas.
E também, os bons e maus momentos do período de cortejo e todas as condições e belícimas experiências que os bailes e atividades poderiam proporcionar.
Como passeios a cavalo, ilustrados pelo ambiente da época.
Emoções, decepções e aventuras que não se tem mais hoje em dia!
Por mais que tenhamos muitas facilidades atualmente, perdemos de uma certa forma a essência.
Digamos que o preço da conquista, não é tão valorizado igual era antes.
Analise comigo:
O que temos em questões de conquistas hoje.
Duas pessoas se avistam em determinado local, talvez se aproximem e se envolvam rapidamente.
Quem sabe, até se conheçam aos poucos. Porém, por mais que seja difícil a conquista por parte do homem ou da mulher, o preço ainda continua sendo consideravelmente, baixo.
Influências, maior liberdade. Tudo proporciona tal instabilidade no cenário romântico que temos atualmente.
Porém, temos casos e casos.
Sentimentos de diversas intensidades.
E várias pessoas com diferentes modos de agir e pensar.
Então, por mais que se imagine estar tudo totalmente perdido quanto a romances de época, sempre haverão os adeptos, que mantêm tal essência, mesmo que se inovem.
O que importa, é a essência!
Aproximações, formas de comunicação, atividades propostas e as maneiras diárias em meio a rotina, para manter o amor vivo.

Autor: da redação

Cronista, locutor, universitário, apreciador assumido de R&B, POP e MPB. Respira o romance 24:00. Por isso, embarca em dois romances incompletos, os quais um dia sonha em terminar. Atualmente sustenta uma coluna pública no site Recanto das Letras, e escreve com mais liberdade em seu próprio blog. Já tentou ser músico, se aventurou em meio ao teatro, e ainda arrisca algo no meio humorístico. Adepto a produção publicitária, se descobriu locutor na maior idade, e faz disso um complemento a todo o seu trabalho. Apaixonado pela literatura antiga, mas não abre mão de obras atuais para passar o tempo, por mais que esteja constantemente garimpando por obras inspiradoras, e as encontrando. Admira escritores que se destacam em descrever com perfeição os sentimentos, e faz disso sua inspiração. Gosta de viajar, conhecer novas pessoas, se aventurar em meio a novos assuntos, se inspirar e escrever sobre tudo aquilo que tem oportunidade. Ama a vida, admira sorrisos sinceros, se dedica em ajudar em tudo que esteja ao seu alcance, e luta diariamente por um mundo melhor. Vive com todos e por todos, em uma união de equilíbrio, paz e luz.

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